Mês: julho 2018

Novos aliados, novos Verge

Enquanto meus olhos se abriam lentamente e minha vista se restabelecia, encontrei me em uma sala enorme, sob cobertores feitos da melhor lã. A decoração era meticulosa e cada pequeno componente do ambiente era adornado da forma mais bela. Apesar do tecido e de todas as tochas, ainda sentia um pouco de frio. Não distante da cama onde estava deitado há uma janela e o por do sol em frente a ela revelava um vulto majestoso. Uma figura realmente larga, provavelmente o maior leão que já pude ver. Ele está de frente para o sol e sua capa vermelha com ombreiras e armadura fariam qualquer inimigo pensar duas vezes antes de atacá-lo, mesmo considerando que os anos não tem sido bons para ele. Seu pelo e juba são completamente brancos. Albano! O rei!

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Uma jornada ruim para bibliotecários

Deixo Spellenrune pela primeira vez. Quando minha ausência for finalmente notada, já devo estar longe. Tudo que carrego é um mapa, uma algibeira com algumas esmeraldas e suprimentos para quatro dias de viagem a pé, juntamente com uma adaga que acredita-se ter pertencido ao próprio Malthus. Há algo gravado nela, mas ainda indecifrado. Uma linguagem rúnica antiga. O conhecimento sobre o significado destes símbolos foi varrido do mundo séculos atrás. Isto é a única herança que tenho.

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Devo partir – Decidindo ir em frente

Minha incursão aos subúrbios de Spellenrune foi bem recompensada. Não apenas encontrei um lugar muito aquém do esperado em termos de perigo, mas também descobri que vários fatos sobre a guerra foram ocultados de nós.

Aparentemente a devastação não foi causada por apenas pelos Merids. Eles apenas recorreram à guerra por se sentirem ameaçados por ondas de ataques vindos de fontes desconhecidas. Declarar guerra a outros territórios foi um ato de autopreservação pois nenhuma civilização reconheceu ter ordenado os ataques.

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Outros devem ter despertado – As pistas escondidas nos folhetos

Hoje começo a procurar por outros como eu. É certo que ao menos alguns deles devem ter despertado. Descendentes dos Verge. Minha mente é constantemente invadida por sentimentos de angústia, confusão e medo. Ao mesmo tempo, vozes distantes murmuram palavras que não consigo ouvir com clareza, mas sinto a urgência de um encontro. Elas tentam se aproximar de mim enquanto eu tento entendê-las. Porém, uma vez que começo a prestar atenção na mensagem ela parece se dissipar pois meu foco agora faz minha energia interna circular mais rápido. Minhas mãos queimam como se fossem feitas de pura eletricidade. Meus pensamentos se dispersam e meu cérebro se torna uma tela em branco pronta para dar forma a esses novos poderes que mal comecei a entender.

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À espreita – As Lendas

Novamente minha noite veio repleta de revelações. Os sinais enevoados tornaram-se mais claros. Agora posso vê-lo com clareza. O Brilho Dourado. Mas ele não está sozinho. Outros se agrupam ao seu redor. Tudo que vejo são sombras. Ainda que com tamanhos e formas diferentes, se equiparam coragem. Portadores de distintas habilidades, enquanto alguns dominam armas de curta distância, outros são capazes de disparar flechas para atingir uma moeda a um quilômetro de distância. Escudos, armaduras, magias, poderes quase sobrenaturais. Donos de uma incrível precisão tática mas ainda assim impetuosos em combate! Um exército nunca antes visto. Um pequeno grupo com estes heróis poderia derrotar toda a milicia de Mithaurian como se nada fosse.

Se alguma das lendas contadas pelos aldeões fosse verdade, é assim que eles se pareceriam! Mas onde encontrá-los e como invocá-los permanece um mistério… a magia se foi. Por toda a vida venho tentando conjurar magias. Qualquer uma. Várias delas estão meticulosamente descritas em nossos pergaminhos, e não importa quão perfeitamente eu execute suas instruções, nada acontece. Falta algo. E esta ampliação de sentidos que tenho sentido durante os últimos dias me diz que estamos chegando perto do que seja isso. Se ao menos eu pudesse me fortalecer, talvez ficar mais sábio…ou…se eu pudesse encontrar alguém como eu, se esse alguém existir…. poderíamos cooperar e juntar forças para encontrar respostas…

Introdução formal de Nettor – A visão de jóias e feitiços

Antes de prosseguirmos sinto que é hora de me apresentar. Sou Nettor, descendente de Malthus, seja lá o que isso for. Pertenço à linhagem dos Verge, e o nome de Malthus parece ser reverenciado entre eles. Nossa raça é escassa e completamente desprezada pela sociedade como um todo. É bem difícil para uma sociedade desenvolvida através da tecnologia absorver o que os Verge têm a oferecer.

Somos vistos como seres místicos. Aqueles que acreditam em magia, pergaminhos, ervas, poções, encantos e coisas assim. Os Verge foram os primeiros senhores de Spellenrune, a cidade mais importante de todos os reinos em um passado distante. Aparentemente nossos ancestrais eram os “cientistas” de seu tempo e levaram desenvolvimento ao mundo através da magia. Foi assim até um ponto na história onde não se tem registro claro. Acreditamos que algum tipo de catástrofe tenha acontecido e desde então a magia desapareceu de alguma forma.

Apenas podemos presumir que os Verge mais poderosos foram exterminados enquanto tentavam combater este evento. Pessoas chamam esse tempo de “O Fim”. Um nome que vive apenas através das lendas contadas entre as pessoas. Nosso planeta pôde ser recuperado através dos avanços tecnológicos de Technokrest. Agora eles são o centro do mundo e um local em potencial para encontrar respostas.

Zombaria e um novo sonho – Visões do passado

“- Como és tolo!”

“- Tens sonhado com o Rei de Mithaurian, Albano Juba-de-Ouro!”

“- Basta de seus devaneios!”

…eles disseram.

Albano… o mais corajoso dentre os leões em Mithaurian. Um soberano poderoso para dias de paz. Quisera eu que ainda fosse o caso. Mesmo no ápice de sua força, décadas atrás, ele não seria páreo para a criatura dos meus sonhos.

Novamente ele me visitou durante meu resguardo. Um vislumbre de uma caverna, um brilho misterioso encoberto por uma densa neblina e ali ele buscava completar seu objetivo. Aparentemente algo deve ser coletado daquele lugar, mas perigos inimagináveis rodeiam todos os que se aventuram a alcançá-lo. Parece tão real para mim.

É algo que deve ter acontecido. Ou acontecerá. Ou algo assim.

Mesmo que tenha lido praticamente todos os tomos desta biblioteca nada encontrei sobre esta criatura e os locais que tenho vislumbrado. Vivendo e trabalhando aqui por mais anos do que seja capaz de contar, percebo que a verdade está em outro lugar. É como se tudo que me é revelado nunca tivesse existido. Ou deve haver uma razão maior para que este poder tenha sido escondido do mundo…

©2018, The Myridian Alliance